Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

CARTA ABERTA AOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS

 

Tenho obrigação de escrever estas palavras para que possamos reflectir sobre alguns assuntos pertinentes relativamente ao bom funcionamento dos Bombeiros Voluntários, aqueles heróis que deixam a sua vida e se preocupam com o bem público.

Primordialmente, desejava que todos os bombeiros voluntários fizessem um exame de consciência sobre a sua importância no seio de cada Associação Voluntária, onde o lema deveria ser “um por todos e todos por um”, onde o objectivo é salvar vidas e bens da nossa população, onde a alegria de servir deveria estar à frente das pretensões pessoais, onde se deveria dar extrema importância a cada vida, que infelizmente passa pelas nossas mãos, e aos seus bens, considerando as habitações, os bens materiais, enfim, o suor da sua vida que muitas vezes é perdido num ápice, quando o incêndio devora tudo por onde passa.

A todos os bombeiros voluntários que, na sua humildade e dadivosidade, acorrem ao pedido endereçado pela nossa população, um obrigado de gratidão. A todos os bombeiros que têm como primeiro intento o bem pessoal, sem se importarem de “pisar” os colegas voluntários, penso que deveriam parar, reflectir, pensar se as suas atitudes são as mais correctas.

Quando o Verão se aproxima e os grupos de primeira intervenção estão no quartel, é normalíssimo que surjam algumas brincadeiras para ajudar a passar o tempo de um dia sem trabalho (é bom que os bombeiros não tenham trabalho). É normal que estes bombeiros ocupem o tempo no quartel, se divirtam, trabalhem na corporação. Ilícito é estar com uma farda no corpo e permanecer no seu emprego, ir trabalhar longe do quartel da sua corporação. E se surgir o alerta de um acidente grave? Onde estão? E se houver um incêndio urbano, com vítimas presas entre as chamas, onde estão? Quanto tempo demoram a chegar ao quartel?

E os serviços voluntários no Inverno são para alguns ou para todos? Será que é lícito faltar sem a preocupação de deixar um substituto? Será que só alguns são obrigados a preocuparem-se em pedir a um amigo que os substitua? Penso que estes bombeiros deveriam repensar o seu papel na corporação em que estão inseridos.

Os bombeiros são heróis. São heróis voluntários. São bombeiros voluntários quando ocupam o seu tempo em prol/benefício dos outros sem interesse particular. Os bombeiros são voluntários porque desejam servir os outros. Os bombeiros são voluntários quando têm os ouvidos no telefone, para rapidamente poder intervir. Os bombeiros são voluntários quando têm a visão direccionada para todos os lugares onde existem pedidos de socorro. Os bombeiros são voluntários quando perdem o seu tempo gratuitamente no quartel à espera de poder intervir, quando olham para o céu e vêem um telhado de vidro por cima, quando compreendem que são humanos e podem errar (“errare humanum est”), quando são humildes e se preocupam apenas em rectificar os seus erros para melhor cumprir o lema “Vida por Vida”.

A todos os “verdadeiros” bombeiros voluntários: obrigado pela vossa entrega gratuita…

Vale a pena pensar nisto!

Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Poema à minha mãe

Sabemos a importância que as mães têm na nossa vida, por isso escrevi estes dois poemas que se encontram na obra que publiquei "Ao Acaso Sem Ocaso":Tudo o que possamos dizer em relação às nossas mães é sempre pouco, mas fica aqui registado um poema de eterna gratidão:

 

   RECORDAÇÃO

 

 

Doce é a recordação

Que ás vezes absorve o meu coração.

 

Lembro-me, quando era pequenino,

De ser embalado no teu colo

E adormecer, e sonhar.

Como me recordo!

 

Sentia-me protegido

Entre os teus ternos braços,

Sentia o teu coração

Bater, bater longos brados

Como os do sino

Da velha torre da igreja.

 

O teu doce e singelo sorriso

Ainda está presente

Quando a minha felicidade

Parece ausente…

 

Nunca te esquecerei!

 

Sempre te recordarei.

ÁLBUM

 

 

Folheio o álbum

E observo uma fotografia

Tua e minha…

 

Como tenho saudade

De ser pequenino

E estar sempre ao teu lado!

 

Como tenho vontade

De correr

Para o calor dos teus braços!

 

A vida passa.

Mas o amor que sinto por ti

É eterno, não tem fim.

 

Já não sou o mesmo.

Cresci.

Mas tu sempre me terás

…A mim.

 

Que mais posso escrever se as palavras são limitadas?

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