Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Política

 Olho para os jornais e apenas vejo notícias de escândalos, futebol, tragédias ou politiquices. Não sei qual me agrada mais! Tenho pena que nestas páginas pintadas com algumas letras, não guardem algumas linhas para a literatura portuguesa ou para os ilustres e verdadeiros escritores portugueses.

Pelo contrário, fala-se de política e polémicas, polémicas e política. Mas todos se esquecem da política concelhia, que na maior parte dos casos não existe. Porquê? Política é uma forma de democracia, não uma forma de se conseguir um emprego. Política exige uma oposição, oposição digna que tenha ideias, que ajude a progredir o seu concelho.  Simplesmente isso.

Vale a pena reflectir sobre isto!!!

publicado por miguelamori às 00:57
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6 comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 23 de Abril de 2007 às 11:23
Não! Os escândalos concelhios também estão sob a mira dos jornalistas: Já apareceram notícias sobre vários Presidentes de Câmara, como os de: Lisboa, Porto, Coimbra, Oeiras, Felgueiras, Ourique...etc Se depois tudo cai no esquecimento, isso depende da nossa memória e se não dá em nada, isso não compete aos jornalistas mas sim aos tribunais: Existe muita dificuldade de levar até ao fim todos os processos que lhes chegam, principalmente quando se visam figuras públicas, as quais se servem de todas as prerrogativas que a lei lhes confere para imobilizarem os processos até à sua prescrição.
De Mário Rodrigues a 23 de Abril de 2007 às 14:14
Sem dúvida que os Media têm explorado casos particulares relacionados com a política. É de lamentar que com o tempo desapareçam no vazio do esquecimento. Somos constantemente bombardeados por notícias polémicas, é o que vende. Mas, onde está o espaço para a nossa literatura? nos jornais nacionais não tenho lido praticamente nada sobre os escritores portugueses, sobre as grnades obras que se têm escrito no nosso país mas vejo a Carolina Salgado disparar no interesse dos portugueses com uma obra que mais parece "As notícias Cor-de-Rosa" tão bem exploradas nas revistas que conhecemos. Tenho pena que escritores como Américo Teixeira Moreira ou Luís Serguilha sejam nomes desconhecidos. Essa é a minha grande preocupação, as grandes obras e os grnades escritores da actualidade são esquecidos... ninguem os deseja conhecer.
Um abraço
De António a 23 de Abril de 2007 às 16:43
Sabemos do estado em que a política caiu. Mais que a preocupação pelos portugueses, sobrepos-se a preocupação pelo ânsia do poder. Isto não é política mas aproveitamento pessoal. Na política concelhia este fosso e esta miséria é ainda maior, é pena!!!
Tens razão quando à falta de cultura no nosso país
De Zé, o pensador a 25 de Abril de 2007 às 15:08
Apenas quero que neste dis, 25 de Abril, as pessoas pessem no estado caótico da nossa política. Será que a democracia tem sido mais benéfica para o nosso país e para os portugueses que o antigo regime? Nem sei qual será melhor, nem sei qual será pior. Gostava que o escritor Miguel Amori me desse uma resposta, visto que tenho gostado das suas reflexões sem preconceitos e sem opinião partidária, o que hoje é difícil existir. Obrigado!!!
De Zé da Burra o Alentejano a 26 de Abril de 2007 às 10:19
Pelo menos, o actual sistema tem uma coisa muito boa: permite-nos a liberdade de expressão que as ditaduras não consentem, por exemplo estarmos aqui a escrever descontraidamente sobre estes assuntos sem receio de perseguição policial, e isso é muito importante.

Porém, a democracia é controlada pelo capital que financia os meios da chegada ao poder: a comunicação social. É verdade que o povo pode pronunciar-se de tempos a tempos, votando numa urna. Mas a escolha daí resultante é sempre condicionada pelas opiniões que lhes chegam e que são habilmente manipuladas pelos "opinion makers" (criadores de opinião), contratados pelas poderosas máquinas partidárias e por quem domina a comunicação social.

A divulgação de sondagens, que não deveriam ser permitidas, servem para apontar ao eleitorado quais são os prováveis vencedores. Para quê votar em quem não tem qualquer hipótese de ganhar uma eleição, pensarão muitos? Juntamos a isto uma boa dose de analfabetismo e de ignorância política e eis aí um óptimo "caldo" para colocar no poder quem tem os necessários apoios das forças económicas, que financiam a comunicação social, as sondagens e as campanhas eleitorais, cujos orçamentos são sempre ultrapassados. Quem paga?

Por isso, no final ainda não me foi provado que o sistema democrático é socialmente o mais benéfico para os cidadãos.
De Mário Rodrigues a 26 de Abril de 2007 às 15:30
Sem dúvida, como referiu o aletejano, ´que a democracia é ou deve ser o expoente máximo da liberdade porque permite deixa que o povo escolha a personalidade para governar o nosso país. Sou contra a ditadura. Apenas posso referir que alguns valores daquele tempo fazem falta à nossa sociedade light, onde só interessa o materialismo. Perderam-se valores fundamentais como o da família, educação, união, entre outros. De quem é a culpa? É de todos nós, enquanto educadores, quer sejamos pais ou professores. Todos temos a obrigação de educar os nossos filhos. O vertiginoso progresso não nos deixa pensar nem nos dá tempo para o que de melhor existe na vida: o diálogo e a partilha (foram substituídos pelo computador e pela tv).
Contudo, continuo a dizer que a culpa é de todos nós...

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